Revista Theoria – Edição 19


UMA APROXIMAÇÃO ENTRE A ACADEMIA DE PLATÃO, O LICEU DE ARISTÓTELES E AS UNIVERSIDADES
AN APPROACH BETWEEN PLATO´S ACADEMY, ARISTOTLE´S LYCEUM AND UNIVERSITIES

Este artigo procura aproximar a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles das universidades. As escolas universitárias têm sido frequentemente designadas de academias. Assim, é realizado um estudo comparativo entre as referidas instituições para identificar seus principais pontos em comum. Na teoria, é no ensino superior onde se desenvolve o saber mais profundo, complexo e sistemático, e as universidades, a partir da Idade Média, passaram a representar a essência dessa aspiração. A Academia de Atenas, a seu tempo, mais que o Liceu, correspondia a esse esforço ideal de se pensar a realidade com mais rigor. A escola aristotélica, a seu turno, dedicou-se mais ao conhecimento instrucional, empírico e sistematizador, um prenúncio da atual sociedade especializada.

Palavras-chave: Ensino Superior. Academia de Platão. Liceu de Aristóteles. Universidades.

José Alfeu Wermann
Professor Titular da UNIASSELVI. Professor da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Graduação em Filosofia – UPF. Especialização em Sociologia Política – UNISINOS.

Fabrício Fonseca Machado
Graduação em Direito – UFPel. Graduação em andamento em Filosofia – UNISUL. Pós-graduação em Docência no Ensino Superior – UNIASSELVI. Pós-Graduação em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia.

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A MENTE HUMANA E A IMAGINAÇÃO: TRANSPONDO OS LIMITES DO DADO EMPÍRICO
HUMAN MIND AND IMAGINATION: TRANSPOSING THE LIMITS OF EMPIRICAL DATA

O trabalho aborda o processo cognitivo de associação de ideias pela imaginação, com base no empirismo de David Hume, segundo o qual toda ideia provém de impressões sensíveis e é processada a partir de um movimento associativo que se estabelece na mente humana. Cabe, então, indagar como se dá esse processo, com o objetivo de (i) apontar a inversão metodológica exigida pelo empirismo, que, embora derive suas ideias de impressões sensíveis, tem como foco justamente a associação de ideias; (ii) explicar esse processo associativo a partir das faculdades da memória e da imaginação; e (iii) mostrar que a imaginação fomenta a associação de ideias, conferindo-lhe unidade ao conectá-las em ideias complexas. A conclusão para a qual se quer chegar é que a imaginação processa as ideias na mente humana e ultrapassa os limites do dado empírico, imaginando ideias que vão além daquilo que os elementos empíricos fornecem à percepção.

Palavras-chave: Hume; empirismo; natureza humana; ideias; imaginação.

André Luiz Olivier da Silva
Doutor em Filosofia e Professor dos Cursos de Graduação em Direito e Relações Internacionais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Bacharel em Filosofia e Direito; Advogado e, atualmente, Coordenador do Curso de Graduação em Direito da Unisinos.

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A HISTORIOGRAFIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL, A FORMA TEOCRÁTICA DE GOVERNO E O HUMANISMO DO SÉCULO XIII: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DE WALTER ULLMANN
THE HISTORIOGRAPHY OF MEDIEVAL PHILOSOPHY, THE THEOCRATIC FORM OF GOVERNMENT AND THE 13TH-CENTURY HUMANISM: CONSIDERATIONS FROM WALTER ULLMANN

O artigo seguinte objetiva investigar o retrato do humanismo do século XIII desenvolvido pelo historiador Walter Ullmann. Busca desse modo oferecer uma contribuição ao debate relacionado ao desenvolvimento contemporâneo da historiografia acerca da filosofia medieval. À luz de pesquisas recentes, o artigo revisa os principais argumentos relativos ao humanismo medieval defendidos por Ullmann na conferência The humanistic thesis: The emergence of the citizen.

Palavras-chave: Walter Ullmann; História da filosofia medieval; Humanismo do século XIII.

Philippe Oliveira de Almeida
Doutorando em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre e Bacharel em Direito pela mesma instituição. Bacharel em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

Vinicius de Siqueira
Graduando em Relações Econômicas Internacionais pela Universidade Federal de Minas Gerais.

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A BUSCA DAS IDEIAS ESTRUTURANTES DA BIOLOGIA NA HISTÓRIA DO ESTUDO DOS SERES VIVOS NO SÉCULO XIX
THE SEARCH OF IDEAS STRUCTURING OF BIOLOGY IN THE HISTORY OF THE STUDY OF LIVING BEINGS IN THE NINETEENTH CENTURY

Este artigo tem o objetivo de identificar as ideias estruturantes da Biologia a partir da reconstituição histórica do desenvolvimento do conhecimento sobre os seres vivos no século XIX. Tal reconstituição identificou que o desenvolvimento da Biologia partiu de duas diferentes visões de mundo: a natureza vista como mecanismo (de Descartes e Newton) e a natureza como processo em constante transformação (de Hegel). A primeira subsidiou a prática experimental desenvolvida nos laboratórios, se preocupou com o organismo e foi responsável por grande parte das teorias que constituíram a Biologia. A segunda sustentou as atividades dos naturalistas e se preocupou com as populações e, igualmente, forneceu grande parte das teorias biológicas. A reconstituição histórica permitiu concluir que as ideias estruturantes da Biologia que se originaram das práticas experimentais deram origem a: a teoria celular, a teoria do equilíbrio interno e as leis da herança. Quanto às atividades dos naturalistas, estas forneceram a teoria da seleção natural e a teoria ecológica.

Palavras-chave: Biologia, Fundamentação histórico-teórica, Filosofia da Ciência.

Antonio Fernandes Nascimento Junior
Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e Doutor em Educação para a Ciência pela Faculdade de Ciências, UNESP – Bauru, São Paulo. Professor Adjunto do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras-MG.

Daniele Cristina de Souza
Doutora em Educação para a Ciência, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Ciências, UNESP, campus Bauru. Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Estadual de Londrina – PR. Professora Adjunta do Departamento de Educação em Ciências, Matemática e Tecnologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

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A EVIDÊNCIA COMO COGNIÇÃO NATURAL E EDUCÁVEL
THE EVIDENCE AS NATURAL AND EDUCABLE COGNITION

A evidência em sentido primário é a característica do ato perceptivo que colhe de maneira imediata um objeto intencional, produzindo assim uma convicção de verdade. Tal convicção pode-se exprimir em uma proposição dita evidente ou imediata. O conhecimento evidente é um fenômeno cognitivo natural. Algumas cognições evidentes são naturais, ao ponto que ser privado delas pode ser sintoma de uma situação patológica. A maior parte dos nossos conhecimentos evidentes, de qualquer modo, é adquirida. O artigo propõe a educação da capacidade cognitiva das pessoas, orientada a tornar possível uma percepção fácil das coisas óbvias.

Palavras-chave: Percepção, Evidência, Evidências naturais, Cognição imediata.

Juan José Sanguineti
Dottore in Filosofia. Professore Ordinario della Pontificia Università della Santa Croce – Roma.

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AVERRÓIS E A RELIGIÃO DO FILÓSOFO
AVERROES AND THE RELIGION OF THE PHILOSOPHER

O primeiro efeito da introdução do aristotelismo na escolástica cristã foi a clara delimitação dos campos da razão e da fé. A razão é o campo de domínio das verdades demonstradas; a fé é o domínio das verdades reveladas. Averróis considerava que o aristotelismo continha tudo o que um filósofo deveria crer, que coincide com o que se pode demonstrar. Em outras palavras: a verdadeira religião do filósofo é a própria filosofia. Isto é, a religião revelada não é senão um modo imperfeito de aproximação das mesmas verdades para quem não é capaz de se utilizar do caminho da ciência e da demonstração. Há um pensamento comum de que Averróis defendera a dupla verdade: uma religiosa e outra filosófica. Este foi o caminho trilhado pelos averroístas, mas não por Averróis. Para ele, a verdade é uma só. Ele nunca defendeu a dupla verdade, porque considerava que a razão atingiria um conhecimento necessário. Quando ocorre um conflito entre ciência e religião (ou entre razão e fé), ele propõe revisar os procedimentos racionais para descobrir o erro e defender o direito do filósofo de continuar a investigação, mesmo que as conclusões possam ser contrárias aos ensinamentos da fé.

Palavras-chave: Averróis. Razão. Fé.

Paulo César de Oliveira
Doutor em Filosofia. Professor de Filosofia da Universidade Federal de Alfenas-MG.

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ENTRE O ESTRUTURALISMO E A DESCONSTRUÇÃO: UMA REFLEXÃO ACERCA DO PENSAMENTO DE JACQUES DERRIDA EM FORÇA E SIGNIFICAÇÃO
BETWEEN STRUCTURALISM AND DECONSTRUCTION: A REFLECTION ON THE THOUGHT OF JACQUES DERRIDA IN FORCE AND SIGNIFICANCE

Trata-se, neste artigo, de uma análise do processo de desconstrução proposto por Jacques Derrida a partir do estabelecimento de um paralelo entre o pensamento do argelino e o estruturalismo apresentado por Victor Goldschmidt na obra A religião de Platão. Para o desenvolvimento do comentário utilizaremos os textos A escritura e a diferença, Torres de Babel, O monolinguismo do outro e Força de lei, com o objetivo de demonstrar como a desconstrução se dá na obra do filósofo da desconstrução. O texto se divide em três partes, abordando sucessivamente o embate entre o estruturalismo e a desconstrução, bem como o papel da linguagem para a desconstrução e as consequências do pensamento de Derrida para a produção filosófica.

Palavras-chave: Estruturalismo, Desconstrução, Linguagem, Derrida.

Edilamara Peixoto de Andrade
Mestranda em Filosofia pela Universidade Federal de Sergipe – UFS.

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A FILOSOFIA E O FENÔMENO DO SAGRADO: LEO STRAUSS E O PAPEL POLÍTICO DA RELIGIÃO
THE PHILOSOPHY AND THE PHENOMENON OF THE SACRED: LEO STRAUSS AND THE POLITICAL ROLE OF THE RELIGION

O presente artigo pretende compreender, à luz do pensamento filosófico de Leo Strauss, a relação do homem com o sagrado, por meio do desenvolvimento de uma análise histórica acerca de como o homem ocidental estabeleceu modos de lidar com Deus (ou com os deuses), desde as primeiras sociedades até a contemporaneidade. Nosso intuito, com essa abordagem, é evidenciar o papel fundador da religião no terreno da vida humana e da organização da sociedade, corroborando a concepção straussiana segundo a qual existe uma relação essencial entre moralidade e religião. Num segundo momento, procuraremos efetuar uma análise de como as tradições filosóficas e os filósofos abordaram a questão de Deus no contexto do pensamento moderno. Nesse âmbito, desejamos apresentar o impacto das críticas à religião que surgem com o advento da modernidade e o tipo de sociedade que emerge a partir do estabelecimento de valores como o racionalismo, o humanismo e o antropocentrismo.

Palavras-chave: Filosofia, Sagrado, Leo Strauss, Modernidade.

Elvis de Oliveira Mendes
Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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A EDUCAÇÃO COMO DESAFIO E CRÍTICA À CULTURA
EDUCATION AS A CHALLENGE AND CRITICISM OF CULTURE

A proposta deste artigo, como diz o seu próprio título, é refletir sobre a educação. Essa reflexão, no entanto, será fundamentada a partir das ideias de Rousseau, o que significa dizer, em termos gerais, que não se trata de pensar e apresentar um modelo de programa educacional para a sociedade presente, mas sim de desafiar e criticar a cultura de um modo geral.

Palavras-chave: Conhecimento; Natureza; Sociedade; Virtude.

José João Neves Barbosa Vicente
Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

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IDEALISMO, REALISMO E CETICISMO: CONCEPÇÕES DE MUNDOS POSSÍVEIS
IDEALISM, REALISM AND SKEPTICISM: CONCEPTIONS OF POSSIBLE WORLDS

O texto aborda as contribuições do pensamento idealista de Platão, do realismo de Maquiavel e do ceticismo de Montaigne a partir da possibilidade de construção de vários mundos possíveis. Trata-se de uma tentativa de olhar para Filosofia Política e resgatar os pensamentos clássicos da antiguidade à modernidade destacando suas contribuições normativas para a compreensão da vida social. A questão central que se pretende explorar é como esses pensadores clássicos concebem o conhecimento filosófico e qual a determinação que este possui na formulação de suas respectivas teorias políticas. Acredito que o atual momento político que estamos vivendo pode ser mais bem analisado se pensarmos na construção de novas realidades políticas que combinem um desejo idealista, uma atitude realista e em certas circunstâncias um olhar cético.

Palavras-chave: Idealismo, Realismo, Ceticismo e mundos possíveis.

Pâmela S. M. Esteves
Doutora em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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MONTAIGNE: A CRÍTICA À NARRATIVA RACIONAL DE DEUS
MONTAIGNE: THE CRITIQUE OF THE RATIONAL NARRATIVE OF GOD

O objetivo deste artigo é examinar os limites da razão, no que diz respeito ao conhecimento de Deus, apontados por Montaigne no ensaio Apologia de Raymond Sebond. Segundo o filósofo, tais limites resultam em um discurso sobre Deus de cunho eminentemente antropomórfico. De forma adjacente, Montaigne aponta a falibilidade da razão humana e o desmesurado e paradoxal orgulho do homem em relação a sua capacidade epistêmica.

Palavras-chave: Deus; Montaigne; Razão; Religião.

Luiz Fernando Pires Dias
Mestre em Ciências da Religião e Bacharel em Filosofia pela PUC-Minas.

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MÉTODO E CAUSALIDADE EM SCHOPENHAUER E KANT
KANT AND SCHOPENHAUER ON METHOD AND CAUSALITY

As filosofias de Schopenhauer e Kant se interconectam em diversos pontos. Meu objetivo é mostrar como boa parte das críticas à filosofia kantiana presentes em O Mundo como Vontade e Representação pode ser mais bem compreendida como uma divergência metodológica. Nesse sentido, sigo a sugestão de Paul Guyer (1999), para quem Schopenhauer produz uma “filosofia transcendental sem argumentos transcendentais”. Com efeito, tentarei mostrar que Schopenhauer aceita o núcleo da filosofia transcendental kantiana, qual seja, o fato de que nosso conhecimento representativo é determinado por espaço, tempo e causalidade; no entanto, o autor fundamenta tais princípios por um método direto, sem recorrer às deduções transcendentais de Kant. Nesse texto, analisarei o modo como os autores fundamentam de modo divergente a lei de causalidade. Com isso, pretendo explicitar a virada metodológica de Schopenhauer como a raiz das diferenças mais amplas entre os dois projetos filosóficos.

Palavras-chave: Schopenhauer; Kant; Método; Causalidade.

Renato Cesar Cani
Mestrando em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR/CAPES).

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O PSEUDOPROBLEMA DO IDEALISMO SUBJETIVO E OBJETIVO EM HEGEL
THE PSEUDOPROBLEM OF SUBJECTIVE AND OBJECTIVE IDEALISM IN HEGEL

O presente artigo tem como objetivo principal analisar os problemas do idealismo subjetivo e objetivo apontados na dialética hegeliana e, através de seu estudo, demonstrar que, na medida em que se aprofunda a análise da filosofia de Hegel, estes problemas revelam-se como sendo apenas pseudoproblemas, que vão se dissipando ao longo do movimento dialético hegeliano.

Palavras-chave: Idealismo subjetivo, Idealismo objetivo, Dialética hegeliana.

Michele Borges Heldt
Doutoranda em Filosofia pela Unisinos. Bolsista do programa Capes-Prosup.

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Tradução: Carta sobre o tema do Discurso do senhor J.-J. Rousseau sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens

Trata-se de uma edição compilatória das edições do Mercure de France, disponível na web, via “Google Recherche de Livres” https://books.google.fr/. Atestamos que é uma obra de domínio público em efeito da sua antiguidade, conforme assinala a fonte originária: « Ce livre étant relativement ancien, il n’est plus protégé par la loi sur les droits d’auteur et appartient à présent au domaine public ».

André Queiroz de Lucena
Doutorando em Filosofia pela Unifesp.

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Revista Theoria – Edição 18


UM OLHAR SOBRE O ESTUDO DOS SERES VIVOS NO SÉCULO XVIII: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO BIOLÓGICO
A LOOK AT THE STUDY OF LIVING BEINGS IN THE XVIII CENTURY: A CONTRIBUTION TO THE CONSTRUCTION OF BIOLOGICAL THOUGHT

O presente trabalho é um olhar sobre a história da filosofia e história da ciência visando identificar a associação entre as mudanças histórico-culturais que ocorreram no século XVIII e a visão de mundo construída pela filosofia iluminista e kantiana. Neste contexto, compreende-se a preocupação dos iluministas na difusão dos métodos elaborados para a compreensão do mundo, assim como o papel das sociedades científicas na articulação da ciência à burguesia. A realização deste caminho foi feita, principalmente, para refletir sobre o avanço das ciências da vida ao longo das condições históricas deste período, juntamente com algumas das principais questões que orientaram os estudos de campo e de laboratório dos naturalistas do período. As questões das ciências da vida trazidas foram as seguintes: a origem e diversidade dos seres vivos, a classificação biológica, a eletrofisiologia, os estudos sobre o metabolismo e o debate entre o pré-formismo e a epigênese.

Palavras-chave: Filosofia da ciência; História da ciência; Ciências da vida.

Antonio Fernandes Nascimento Júnior
Professor Adjunto da Universidade Federal de Lavras. Doutor em Educação para a Ciência (UNESP) e Doutor em Ciências (USP).

Daniele Cristina de Souza
Professora Adjunta da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Doutora em Educação para a Ciência, (UNESP).

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A REFLEXÃO SOBRE A IMAGEM E SUA RELAÇÃO COM A OBRA DE ARTE NO PENSAMENTO DE JEAN-PAUL SARTRE
A REFLEXION ON THE IMAGE AND IT´S RELATION TO THE WORK OF ART ACCORDING TO JEAN-PAUL SARTRE´S THOUGHT

O presente artigo tem por objetivo demostrar a concepção de Sartre de imagem e, com isso, estabelecer a mudança adotada pelo filósofo com relação à tradição metafísica. Será detalhado também três características fundamentais da imagem na concepção da fenomenologia. A reflexão sobre a imagem em seus novos termos culminará na abordagem da obra de arte como produção do imaginário, ou seja, como fuga do real. Entretanto, será demostrado que essa fuga não se dá completamente e que a liberdade da criação sempre se dá de maneira situada. Por fim, para definir a liberdade situada, será abordada a noção de engajamento e os novos caminhos de pensamentos abertos a partir da reflexão sartreana sobre a arte.

Palavras-chave: Sartre. Imagem. Fenomenologia. Obra de arte. Engajamento.

Daniel Pereira de Mello
Mestrando em Filosofia pela UFES.

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CETICISMO E FILOSOFIA MODERNA: A IMPORTÂNCIA DA EQUIPOLÊNCIA E DA SUSPENSÃO DO JUÍZO
SKEPTICISM AND MODERN PHILOSOPHY: THE IMPORTANCE OF EQUIPOLLENCE AND SUSPENSION OF JUDGMENT

O presente artigo tem por objetivo refletir sobre o papel do ceticismo na História da Filosofia, salientando seus aspectos históricos e estruturais considerados fundamentais para uma compreensão adequada desta corrente filosófica do helenismo. De modo específico, pretende-se tornar clara a importância da equipolência e da suspensão do juízo na metodologia cética e refletir como o ceticismo, em sua estrutura nascente, não se constitui numa filosofia ingênua e autorrefutativa, muito menos descompromissada com a verdade, como se caísse em um relativismo de caráter sofístico. Por fim, procura-se salientar os pressupostos céticos considerados basilares para o nascimento da Filosofia Moderna, que influenciaram diretamente pensadores dos séculos XVI e XVII, de forma especial o filósofo francês Michel de Montaigne, cujo ensaio Apologia de Raymond Sebond parece constituir-se em um grande dilema cético, levantando questões pertinentes, abrindo espaço para leituras interpretativas diferenciadas e gerando incômodos céticos presentes nos ambientes acadêmico-filosóficos até os dias de hoje.

Palavras-chave: Ceticismo, Suspensão do Juízo, Equipolência, Sexto Empírico, Montaigne.

Elvis Rezende Messias
Mestrando em Educação pela Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG. Graduação e especialização em Filosofia pela Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG. Docente no Seminário Nossa Senhora das Dores, Diocese da Campanha-MG e na rede pública do Estado de Minas Gerais.

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A CONSTITUIÇÃO EXISTENCIÁRIA DA HISTORICIDADE PRÓPRIA NA ANALÍTICA EXISTENCIAL DE SER E TEMPO
THE EXISTENTIAL CONSTITUTION OF HISTORICITY ITSELF IN EXISTENTIAL ANALYTICS OF BEING AND TIME

Nosso objetivo principal é desenvolver a compreensão do conceito existenciário de historicidade, no âmbito do gestar-se próprio do Dasein, tal como Heidegger explicita na na analítica existencial de Ser e Tempo. Primeiramente, busca-se discutir o conceito vulgar de historia em contraste ao qual o filósofo apresenta o gestar-se da existência. Após, trataremos do conceito de temporalidade originária, apontando para o âmbito no qual a existência sai da impessoalidade para o ser-resoluto. Por fim, apresentaremos a compreensão heideggeriana do conceito de historicidade própria, desenvolvendo o modo pelo qual o Dasein assume seu destino no gesta-se de si mesmo enquanto resoluto. Nesse desenvolvimento, acreditamos explicitar que a preocupação principal do filósofo não está na mera análise abstrata do existir, mas, muito mais, no papel da existência na continuidade do tempo histórico.

Palavras-chave: Dasein. Heidegger. Historicidade. Temporalidade.

Jean Tonin
Mestrando em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

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O PRESCRITIVISMO UNIVERSAL NA TEORIA METAÉTICA DE RICHARD HARE
THE UNIVERSAL PRESCRIPTIVISM IN RICHARD HARE’S METAETHICAL THEORY

Neste texto, traço como objetivo central o ato de busca de conhecimento a respeito da teoria metaética do prescritivismo universal elaborada pelo filósofo inglês Richard M. Hare. Para tanto, num primeiro momento busco realizar uma leitura condensada da tese do prescritivismo universal. Logo em seguida, fazemos o esforço de investigar a hipótese referente à categoria da universalizabilidade presente na teoria metaética da Hare. Finalmente, trabalho o tópico concernente à lógica e ao dever na fundamentação das decisões no âmbito dos dilemas morais. Teço algumas reflexões nas considerações finais sobre os aspectos estudados ao longo do texto em relação aos juízos morais.

Palavras-chave: Prescritivismo. Universalizabilidade. Metaética. Juízo Moral.

Joel Decothé Junior
Mestre em Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST); Licenciado em Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS); Especialização em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST).

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A EDUCAÇÃO SEGUNDO PAULO FREIRE: UMA PRIMEIRA ANÁLISE FILOSÓFICA
THE EDUCATION ACCORDING TO PAULO FREIRE: A FIRST PHILOSOPHICAL APPROACH

Neste artigo realiza-se um estudo introdutório das ideias educacionais de Paulo Freire. A pesquisa foi exclusivamente de caráter bibliográfico. Buscou-se responder à pergunta “o que é educação, para Paulo Freire?” e foram feitas análises iniciais das respostas encontradas. Para Freire, há duas definições de educação: uma geral e outra específica. A geral é: educação é uma concepção filosófica e/ou científica acerca do conhecimento colocada em prática. A específica depende da concepção de conhecimento freireana: o conhecimento é um processo social criado por meio da ação-reflexão transformadora dos humanos sobre a realidade. A definição de educação específica de Freire é: educação é o processo constante de criação do conhecimento e de busca da transformação-reinvenção da realidade pela ação-reflexão humana. Segundo Freire, há duas espécies gerais de educação: a educação dominadora e a educação libertadora. A dominadora apenas descreveria a realidade e transferiria conhecimento; a libertadora seria ato de criação do conhecimento e método de ação-reflexão para a transformação da realidade. Os textos de Paulo Freire, como expressão da educação libertadora, teriam a finalidade de criar o conhecimento e de transformar-reinventar a realidade por meio da ação-reflexão do próprio Freire, da qual os textos seriam manifestação.

Palavras-chave: Paulo Freire, Educação, Filosofia.

José Junio Souza da Costa
Especialista em Docência do Ensino Superior pela UCDB/Portal Educação. Graduado em Filosofia (licenciatura) pela UFAM.

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É A FÉ EM DEUS JUSTIFICÁVEL RACIONALMENTE?
IS FAITH IN GOD RATIONALLY JUSTIFIABLE?

O objetivo deste artigo é apresentar o problema da relação entre fé e razão a partir da questão principal que a investigação filosófica sobre o tema levanta: a fé em Deus pode ser justificada racionalmente ou ela não passa de uma escolha pessoal, subjetiva, mero sentimento? É o problema de saber se o que realiza plenamente o ser humano (o crente, pelo menos) é ou não uma questão que possa ser discutida racionalmente, i.e., se se pode considerar a fé como um tipo de racionalidade, que tem seus próprios conceitos ou se a fé é irracional e incompatível com a razão.

Palavras-chave: Fé. Razão. Racionalidade hermenêutica.

Julian Batista Guimarães
Mestrando em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Bacharel e licenciado em Filosofia pela FAJE.

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A AURORA DO REALISMO LÓGICO NO SÉCULO XIX: BERNARD BOLZANO
AURORA OF THE LOGICAL REALISM IN XIX CENTURY: BERNARD BOLZANO

O artigo propõe olhar para o eclodir do realismo lógico no século XIX. A tarefa a ser realizada é oportunizar uma reflexão acerca do realismo bolzaniano, cujo escopo é salientar os principais conceitos, em verdade, abordar-se-á a Teoria da ciência (Die Wissenschaftslehre) e, especialmente, a sua tese central de que “existem verdades em si”. Nesse itinerário, será oferecido ao honorável leitor uma visão do calcanhar de Aquiles do pensamento bolzaniano, apontado pelo psicólogo Franz Exner, por assim dizer, iniciador do psicologismo. Por fim, demonstrar-se-á o alcance do realismo lógico de Bolzano, isto é, se se diz que a polêmica Bolzano-Exner é a gênese, por outro lado, o zênite e, claro, o ponto final, é Edmund Husserl.

Palavras-chave: Realismo lógico. Psicologismo. Teoria da ciência.

Luis Sergio Conterato
Mestrando em Filosofia pela PUC/SP. Bolsista da CAPES. Bacharel em Filosofia pela Faculdade Católica de Pouso Alegre.

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EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL EM DEWEY E HERBART
EDUCATIONAL EXPERIENCE IN DEWEY AND HERBART

O presente artigo, derivada de pesquisa bibliográfica e pretende explorar alguns conceitos do pensado de Dewey e Herbart, sinalizando para a importância do pensamento destes pensadores, alguns pontos de convergência e divergência em suas propostas educacionais. O artigo pretende mostrar como os autores concebem a experiência educacional, suas considerações da experiência empírica e da tradição cultural na educação dos indivíduos. O texto pretende apontar que Dewey não é tão assistemático e Herbart tão formalista como muitas vezes são retratados pela história da educação. Ambas as propostas são diretivas sendo que Dewey intenciona o desenvolvimento de sujeitos democráticos e Herbart, de sujeitos morais.

Palavras-chave: Dewey. Herbart. Experiência. Educação.

Odair Neitzel
Docente na Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS; Doutorando em Educação (Linha de Fundamentos da Educação) pela Universidade de Passo Fundo – UPF.

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LINGUAGEM E ALTERIDADE EM MERLEAU-PONTY
LANGUAGE AND ALTERITY IN MERLEAU-PONTY

O presente artigo possui por objetivo analisar a questão da alteridade no horizonte da linguagem em Merleau-Ponty. Após superar o espectro de uma linguagem pura, Merleau-Ponty realiza uma ressignificação da linguagem na medida em que possibilita a relação entre o Eu e o Outro por meio da irredutibilidade de sentido que a linguagem criadora proporciona. Trata-se, agora, de explicitar a camada de silêncio que perpassa pelo estofo das palavras, a qual servirá como gênese de criação de sentido pelos sujeitos falantes. Por fim, mostramos, entre outras coisas, como a questão da alteridade é forjada a partir da noção de intercorporeidade e emparelhamento.

Palavras-chave: Linguagem. Intercorporeidade. Alteridade. Merleau-Ponty.

Renato dos Santos
Mestrando em Filosofia pela PUC-PR.

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LINGUAGEM E FÉ NA PERSPECTIVA DE JEAN LADRIÈRE
LANGUAGE AND FAITH IN JEAN LADRIÈRE’S PERSPECTIVE

Linguagem e fé são dois elementos constitutivos da existência do ser humano. O filósofo Jean Ladrière busca articular linguagem e fé, partindo da sua adesão à concepção de linguagem como performativa e auto-implicativa e da palavra da fé cristã como um discurso diferenciado, tocado tanto pela compreensibilidade como pela incompreensibilidade. Sendo assim, a linguagem da fé se apresenta como uma linguagem marcada por acontecimentos, pela evocação do compromisso e do engajamento do crente em relação ao que proclama a fé e, ainda, por uma dimensão misteriosa, escatológica, repleta da esperança, da confiança do que ainda há de vir a se concretizar do que a fé anuncia. Uma abordagem desse tipo de linguagem lança desafios à reflexão filosófica, que só poderão ser enfrentados a partir de uma concepção específica da fé como dom e ratificação.

Palavras-chave: Linguagem. Fé cristã. Linguagem da fé.

Carlos Henrique Machado de Paiva
Mestrando em Filosofia pela FAJE.

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FILOSOFIA E ÉTICA NO ESTOICISMO ROMANO DE EPICTETO
PHILOSOPHY AND ETHICS IN THE EPICTETUS´ ROMAN STOICISM

Este estudo propõe atualizar questões pertinentes da filosofia moral de Epicteto, aproximando-o da presente época. Mediante uma compreensão que supõe como possibilidade as seguintes hipóteses: a) a ética de Epicteto como condicionada a uma fundamentação antropológica; b) a ética de Epicteto encontra-se na tradição do pensamento antigo, fundamentalmente, como uma ética das virtudes. O artigo encontra-se dividido em três pontos principais. O primeiro: “antropologia estoica: o universalismo do logos” remete as justificativas que afirmam ser indissociável a antropologia da ética no conjunto do estoicismo, portanto, inclui-se Epicteto. O segundo ponto: “diálogo com Aristóteles: aproximação e ruptura” é desenvolvido a partir da análise de pontos cruciais da filosofia prática aristotélica, relacionando-a com o posicionamento ético de Epicteto. O terceiro: “introdução aos fundamentos da ética em Epicteto” analisa a possibilidade de compreender a filosofia prática de Epicteto, a partir de dois eixos teóricos: a noção interna de homem como consequência do logos e, portanto, como uma antropologia, o que confirma a primeira hipótese; e a perspectiva justificada como viável, (o que confirma a segunda hipótese), de compreender a ética em Epicteto, como uma ética das virtudes.

Palavras-chave: Deliberação (proaíresis/προαίρεσις). Domínio de si (enkrateia/ ἐντελέχεια). Divisão (Diaíresis /διαίρεσις). Filosofia (Φιλοσοφία).

Gabriel Rodrigues Rocha
Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Graduado em História e em Filosofia.

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OBSERVAÇÕES SOBRE A SOCIEDADE COMO UM SISTEMA
OBSERVATIONS ON THE SOCIETY AS A SYSTEM

Este artigo trata de maneira histórica e filosófica as ideias que prepararam o surgimento da teoria geral dos sistemas e os principais autores que levaram a diante duas de suas teses principais, a saber, as similaridades entre organismo e sociedade e a interdependência entre partes e todo.

Palavras-chave: Indivíduo – Sociedade – Mecanicista – Orgânico – Sistêmico

Felipe Augusto de Luca
Mestre e Doutorando em Filosofia pela USP.

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ARISTÓTELES DESVELADO POR MARTHA NUSSBAUM: AS RAÍZES TRÁGICAS DA ÉTICA E A CONDIÇÃO HUMANA EM HANNAH ARENDT
ARISTOTLE UNVEILED BY MARTHA NUSSBAUM: THE TRAGIC ROOTS OF ETHICS AND THE HUMAN CONDITION IN HANNAH ARENDT

Neste artigo, tivemos o objetivo de analisar como o racionalismo ético limita a ética. Frente a este propósito, expomos a fonte trágica da ética de Aristóteles, para quem a ética não é ciência e não tem uma fonte metafísica. A revelação de Aristóteles mostrou como o seu pensamento ético, por ultrapassar o racionalismo filosófico, inaugura uma corrente de pensamento moral cuja modéstia é mais adequada à fragilidade da condição humana.

Palavras-chave: ética; ação; fortuna; eudaimonía; condição humana.

Harley Juliano Mantovani
Doutorando em Filosofia pela UFG. Bolsista CAPES.

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Resenha

O MUNDO DE PARMÊNIDES: ENSAIOS SOBRE O ILUMINISMO PRÉ-SOCRÁTICO

POPPER, Karl R. O Mundo de Parmênides: ensaios sobre o iluminismo pré-socrático. Tradução de Roberto Leal Ferreira. São Paulo: UNESP, 2014.

Douglas Borges Candido
Graduado e Mestrando em Filosofia pela PUC-PR.

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